Para começar esse artigo, digo que não entenda o termo "carteiraço" como uma forma de burlar e usar de autoridade, ou o famoso jeitinho, foi apenas um termo que ganhou a voz de todos nós que, cedo ou tarde sofreremos com empresas oferecendo produtos ou serviços, confirmando dados nossos que, a gente nem imagina onde e como conseguiram.
A Lei Geral de Proteção de Dados ( a famosa LGPD), que nasceu como uma adaptação da lei que já existe na Europa ( GDPR), vem com intuito de proteger e criar limites para que, nossos dados não sejam compartilhados sem nosso consentimento e muitas vezes vendido e compartilhado de empresa para empresa.
Conforme o artigo públicado na UOL ( https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2022/04/18/brasileiros-usam-carteiraco-da-lgpd-para-dar-o-troco-em-vendedores-online.htm)um rapaz recebeu uma mensagem de uma empresa imobiliária onde, um vendedor certamente oferecendo algo, na posição querer saber, reagiu de forma correta perguntando quem autorizou aquele contato e finalizou dizendo: SOLICITO SABER NOS TERMOS DA LEI 13.709, LGPD: COMO OBTIVERAM OS DADOS E QUAIS SÃO ELES?
O vendedor que imagino, não esperava tamanha convicção e questionamento perspicaz, tento se desvinciliar com respostas vazias, mas no fim pediu desculpas e SUMIU!
Essa prática acabou inspirando outros brasileiros que, usam a lei para além de se protegerem de fato, e fugir das importunações constantes.
Esse ato foi batizada na internet de:
CARTEIRAÇO DO LGPD.
Certamente práticas como está, geram mais responsabilidade e assim o país se adapta a uma cultura de uma real proteção de dados onde, impacta em um sociedade com mais maturidade do mercado. Certeza que ainda teremos muitas adaptações, muitas dúvidas de onde pode ou não pode dar essa " voz de ação" mas garanto que muitas dessas empresas de telemarketing vão correr para mudar seu modo de jogar.
Will Guimarães - escreve artigos de tecnologia para blogs e sites e para o Instagram @talkinfopodcast e @solucoesfloripa
Fonte: site UOL ( http://www.uol.com.br )
0 Comentários