O desejo de ter tudo, independente da sua atribuição profissional, independente se tem alguma serventia ou propósito claro, independente se não teremos tempo de administrar, apenas queremos MAIS, e pior, se não estiver com TUDO, já não vale a pena e eu te pergunto:
VOCÊ QUER TUDO PARA QUE ?
Sem tentar fincar os pés num SAUDOSISMO do tipo " no meu tempo era melhor " , podemos observar que vivemos numa geração que, ter uma parte de algo não é mais suficiente, ter um álbum do artista já não vale a pena, ter um livro só de um escritor que gostamos é pouco, quero todos que ele escreveu, um álbum de figurinha onde toda semana compro e fico torcendo para vir aquela figurinha especial, é passado, vou comprar o álbum já com todas as figurinhas compradas, e assim seguem milhares de exemplos onde antigamente, você tinha muito pouco ou nenhuma coisa só por ter, ouvíamos um álbum de uma banda a exaustão para aprender as músicas e cantarolar no dia a dia onde hoje, temos a discografia completa e não ouvimos 3 músicas músicas até o final, temos baixados 2000 mil livros em pdf, ePub mas o último livro que leu foi a 30 anos atrás. A gente consegue ser apenas grato pelo que temos mas, também curtir e contemplar o momento em que estamos seja com aquele objeto específico que conseguimos ou vivendo aquele instante?
Quanto mais opções temos para escolher acredito que, pior escolhemos e por isso vivemos num eterno sentimento que estamos perdendo algo ( pesquisem sobre FOMO), onde na verdade isso é mais buscar um prazer raso e imediato de dizer: EU TENHO TODOS/TUDO ! A tecnologia trouxe muitos benefícios e facilidades que sim, são uma benção e podem de fato facilitar a nossa vida mas veio com essa contra indicação de está tudo corrido e acelerado e que precisa ter onde uma frase fica guardada comigo que é: Se você diz que faz várias coisas ou tem vária profissões talvez seja sinal que você não é bom em tudo. Calma, sei que todo mundo precisa de diferentes skills para determinados trabalhos e que, a vida é uma eterna busca por sabedoria porém, quando não ser o que você almejava em detrimento a não conseguir executar tudo que pensava, não pode ser o combustível para uma depressão, um stress alto. Se a gente não perceber que viver uma vida boa, ou uma vida em ARETÊ ( Como diz o grande Clóvis de Barros Filho) é equiparar o máximo de perfeição que você consegue atingir com o que você está habitualmente acostumado a fazer.
Uma das maiores dificuldades hoje é se aquietar, refletir, é planejar a longo prazo onde, tudo aquilo que demorar um pouco mais que a sua paciência já é motivo de abandono da ação. No livro que iniciei a pouco tempo ( Essencialismo de Greg Mckeown ) enfatiza a questão de fazer o que de fato é relevante, e simplesmente esquecer o que não é, uma busca disciplinada por menos coisas mas, as poucas são de grande impacto, se não estabelecermos prioridades, alguém vai fazer isso por nós.
Precisamos enxergar que, milhões de atuações ao mesmo tempo implicam em quase sempre, não fazer bem nenhuma. Antes de querer a mais, certifique-se que fez o seu melhor com as ferramentas que tem enquanto não tem ferramentas melhores para fazer.
Finalizo dizendo que seja você um jovem ou alguém com mais tempo de vivência, ninguém melhor que VOCÊ para entender sua mente, corpo, se está com muito fadigado ( físico ou mental ) se não consegue desligar até quando não está trabalhando, onde dormir é difícil, isso precisa ser tratado e garanto que você não precisa estar em todas as redes sociais o tempo todo, saber de todas as novas trends, apenas viva a VIDA de um forma que seja plena e presente quando estiver fazendo algo. Ao invés de querer sempre algo a mais, curta o que tem de forma focada e com potência.
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